



28 de agosto de 2026 às 06:00
Polícia investiga morte de três pessoas da mesma família em Curitiba A participação de outra pessoa no assassinato da família encontrada morta dentro de um apartamento em Curitiba está "praticamente excluída", segundo o delegado Ivo Viana. Ele informou que a polícia não descarta essa possibilidade, mas que as provas coletadas não correspondem a esta versão. Entre elas, as imagens de câmeras de segurança do prédio onde o crime aconteceu. "A possibilidade de uma quarta pessoa [envolvida no crime] se torna ainda mais remota, praticamente excluída, limitando o acontecimento às pessoas que estavam dentro do apartamento, que são as três pessoas que foram encontradas mortas", detalha Viana. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Na tarde de terça-feira (25), a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, o filho dela, o estudante de engenharia Rafael Furuyama, e o marido dela, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, foram encontrados mortos dentro do apartamento no bairro Água Verde. Conhecidos da mulher notaram que ela faltou ao trabalho e foram ao condomínio. Além disso, moradores do prédio estranharam o sumiço dos vizinhos, que moravam em um apartamento do 9º andar. Eles também se preocuparam com o latido incessante do cachorro da família. Após tentativas de comunicação sem resposta, o síndico contratou um chaveiro para acessar o imóvel. Dentro do apartamento, encontrou os corpos dos três. Segundo a polícia, o apartamento estava trancado e não havia sinais aparentes de arrombamento. Os três foram encontrados com ferimentos de facadas. Próximo ao corpo do pai, a Polícia Militar encontrou uma faca. "Os três tinham ferimentos no corpo compatíveis com arma branca, que foram recolhidas, inclusive duas armas brancas: uma faca e um canivete, que tinham alguns vestígios de sangue. Agora, a gente vai submeter à análise de perícia para ver de quem é o sangue que está nessas armas", disse o delegado. A Polícia Militar registrou o caso inicialmente como possível duplo homicídio seguido de suicídio. A Polícia Civil investigará para determinar a dinâmica do crime. Último contato de família foi dois dias antes de os corpos serem achados Claudia Hitomi Shimada Furuyama (mãe), Rafael Furuyama (filho) e Marcos Alberto Furuyama (pai). Redes sociais Conforme o delegado Ivo Viana, o último contato da família identificado pela polícia até o momento ocorreu no fim da tarde de domingo (23), por meio de uma troca de mensagens do número de Claudia com uma amiga. "A amiga mencionou para nós que teria ido lá levar uma encomenda, mas não teria subido no imóvel. [A encomenda] foi entregue na portaria", detalhou. O delegado informou que solicitou imagens de câmeras de segurança para mapear a movimentação da família nos dias anteriores à descoberta dos corpos. A última aparição de um dos integrantes da família nas imagens foi após a troca de mensagens, quando o filho Rafael foi até a portaria para buscar a encomenda. As imagens não foram disponibilizadas pela polícia. Polícia investiga contexto de penhora de imóvel Moradores estranham sumiço de vizinhos e latidos de cachorro, entram em apartamento e encontram pai, mãe e filho mortos em Curitiba RPC A Polícia Civil investiga o contexto da penhora de um imóvel em que vivia a família. O objetivo, segundo o delegado Ivo Viana, é esclarecer se eventuais dificuldades financeiras podem ter motivado o crime. Segundo o delegado, o imóvel em que a família morava foi objeto de penhora, foi levado a leilão e arrematado no início de agosto. Depois disso, um oficial de Justiça intimou Marcos para que houvesse a desocupação do imóvel dentro de um prazo estabelecido. Até o momento, as investigações apontam que Claudia e o filho não tinham conhecimento da situação. "Pelo que a gente já levantou, a gente acredita que ela não sabia da alienação desse imóvel. Ela tinha conhecimento do processo, que é antigo, data de 2014, e envolve uma empresa que era do Marcos, mas que agora resultou na alienação desse veículo imóvel", afirma Viana. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

28 de agosto de 2026 às 03:00
Suspeito leva policiais ao local em que ossadas estavam enterradas no Paraná A Polícia Civil do Paraná confirmou, nesta quinta-feira (27), que as ossadas encontradas enterradas em uma área rural próxima a Paraíso do Norte, no Noroeste do Paraná, são das primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, de 18 anos. ✅ Siga o canal do g1 Maringá e Região no WhatsApp As duas desapareceram no dia 21 de abril, data em que a polícia acredita que ambas foram assassinadas por Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, após deixarem uma boate em Paranavaí, na mesma região do estado. Os três estavam juntos porque Letycia conhecia o homem de festas anteriores e tinha aceitado sair novamente com ele. Veja no infográfico abaixo a linha do tempo com os avanços da investigação: Infográfico: desaparecimento e assassinato de primas no Paraná Artes/g1 LEIA TAMBÉM: Família encontrada morta: Último contato deles foi dois dias antes de os corpos serem achados 'Não deixe entrar': Mulher usa prontuário de hospital para escrever pedido de socorro Decisão: TRF-4 impõe perda do cargo a Eduardo Appio, ex-juiz da Lava Jato suspeito de furto de champanhe Linha do tempo do caso Primas Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida estão desaparecidas há mais de uma semana no Paraná. Reprodução/Redes sociais 📆22h39 de 20 de abril: as jovens são vistas saindo de Cianorte na caminhonete com Clayton – que Letycia conhecia pelo nome de "Davi". Uma amiga das jovens disse em depoimento à polícia que as primas tinham sido chamadas pelo homem para irem a uma festa na cidade de Porto Rico. A amiga decidiu não ir, mas Letycia e Sttela aceitaram o convite. A polícia apurou que eles partiram da casa de Letycia. Esta foi a última vez que a jovem se conectou à internet, porque ela não tinha pacote de dados móveis, segundo a corporação. 🕝22h54: a mesma caminhonete é filmada por câmeras de segurança entrando na cidade de Jussara, onde Sttela mora com a mãe. A jovem foi até a casa para pegar uma mochila. A mãe não estava no imóvel. Confira as imagens abaixo: Câmera registrou primas saindo em caminhonete com suspeito, antes de desaparecimento 🕝22h55: Sttela fez uma publicação nas redes sociais e marcou Letycia. Na imagem ela aparece com uma garrafa de uísque e há música dentro da caminhonete. A publicação continha a legenda "Qual será o nosso destino KKKK". 🕝23h13: o trio sai de Jussara e viaja sentido a Maringá, pela rodovia PR-323. 📆00h16 de 21 de abril: Sttela faz a segunda e última publicação no trevo entre Presidente Castelo Branco e Nova Esperança. Clayton aparece na imagem, mas somente Letycia tem o perfil mencionado na postagem. 🕝1h10: Stella, Letycia e Clayton são filmados em uma boate de Paranavaí. Por volta da 1h10, o trio aparece entrando na festa. Lá dentro, as primas foram filmadas andando, de mãos dadas. Depois, Clayton também é gravado com elas. Veja abaixo: Primas desaparecidas no Paraná: imagens confirmam que jovens foram à boate com suspeito 🕝3h17: última vez que Sttela se conectou à internet. A informação foi apurada por meio de um pedido emergencial de quebra de sigilo do WhatsApp. 📆Entre 22 e 23 de abril: Clayton volta sozinho a Cianorte. De acordo com a investigação, ele estava sem a caminhonete e saiu da cidade novamente usando uma moto e sem celular. 🕝9h de 23 de abril: última vez em que Clayton se conecta à internet. 📆24 de abril: polícia descobre que há registro de que o homem tenha passado por Maringá. 📆29 de abril: é expedido o mandado de prisão contra Clayton, pelos crimes de roubo e homicídio. Ele é considerado foragido desde então. Polícia divulgou imagens do suspeito, identificado como Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos. Polícia Civil (PC-PR) 📆15 de maio: mulher apontada como ex-namorada de Clayton é presa em uma operação da Polícia Civil, suspeita de dar apoio financeiro e logístico ao homem nos desaparecimentos das jovens. 📆15 de junho: polícia faz buscas por pistas na área rural de Paraíso do Norte. 📆21 de agosto: Clayton é morto em uma abordagem da polícia em Mandaguari, e outro suspeito é preso em Umuarama. No mesmo dia, as ossadas são encontradas. 📆27 de agosto: Polícia Civil confirma que as ossadas encontradas são das primas. Buscas por primas desaparecidas foram feitas na área rural de Paraíso do Norte, no Paraná. Polícia Civil (PC-PR) VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

27 de agosto de 2026 às 22:12
Vídeos mostram juiz do Paraná que atuou na Lava Jato furtando garrafas de champanhe A Corte Especial Administrativa do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) determinou, nesta quinta-feira (27), a perda do cargo e a disponibilidade, sem direito a salário, ao juiz federal Eduardo Appio, suspeito de furtar garrafas de champanhe em um supermercado de Blumenau, Santa Catarina. A decisão foi tomada pela maioria dos desembargadores, por 15 votos a dois. Agora, ela segue para avaliação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que poderá confirmar ou não a perda do cargo. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Appio estava afastado provisoriamente do cargo há cerca de 8 meses, quando a suspeita do furto de garrafas de champanhe veio à tona, em outubro de 2025. Até então, o juiz atuava na vara responsável por processos previdenciários. Em 2023, o magistrado atuou nos processos da Lava Jato. Ele foi afastado da operação pelo CNJ e, posteriormente, teve a transferência definitiva da função. "São 32 anos de dedicação ao serviço público honesto, sem um único dia de licença. A decisão (tomada por maioria) é injusta e desproporcional. Tenho fé em Deus e nas instituições", afirmou Appio, em nota. O g1 procurou o advogado responsável pela defesa de Eduardo Appio e aguarda resposta. Juiz federal Eduardo Appio Reprodução/Justiça Federal LEIA TAMBÉM: Família encontrada morta: Último contato deles foi dois dias antes de os corpos serem achados Investigação: Ossadas enterradas são de primas que estavam desaparecidas 'Não deixe entrar': Mulher usa prontuário de hospital para escrever pedido de socorro Suposto furto foi filmado Nas imagens captadas no mercado é possível observar o juiz circulando entre os corredores de camiseta azul e bermuda. Ele para no setor de bebidas e pega uma garrafa de champanhe francesa. Ele continua andando pelo mercado com a garrafa na mão e, em seguida, coloca a garrafa em uma sacola. Depois, desce pela rampa rumo ao estacionamento, mas é abordado por dois seguranças antes de sair e volta ao supermercado acompanhado por eles. Ele é levado a uma sala e um dos seguranças retira a garrafa da sacola e a coloca em cima da mesa. O juiz mostra um cartão aos funcionários, mas o caso foi levado à Polícia Civil de Santa Catarina. Segundo as investigações, esta não foi a primeira vez que Appio cometeu furto de uma champanhe. As imagens mostram outros dois episódios do mesmo crime. Vídeos mostram juiz do Paraná que atuou na Lava Jato furtando garrafas de champanhe Reprodução As investigações apontam que o primeiro caso foi no dia 20 de setembro. Nas imagens é possível ver Appio pegando uma garrafa enquanto segura sacolas. Em outro corredor, ele se abaixa e mexe nas sacolas. Na sequência, ele vai embora, passando direto pelo caixa, sem pagar nada. Em outro registro, no dia 4 de outubro, é possível ver o juiz em frente à gôndola de bebidas, segurando algumas sacolas. Ele pega uma garrafa da mesma marca. Outra câmera registra Appio passando um urso de pelúcia no caixa, mas é possível ver uma garrafa dentro de uma das sacolas. Depois de passar pelo caixa, ele vai embora. Vídeos mostram juiz do Paraná que atuou na Lava Jato furtando garrafas de champanhe Reprodução Placa do veículo ajudou a identificar o juiz A investigação chegou ao nome do magistrado a partir de um boletim de ocorrência que relatava o furto de duas garrafas de champanhe Moët. O documento cita que o suspeito deixou o local do crime em um carro cuja placa estaria no nome do juiz. Segundo o documento, o autor do crime seria "um senhor com idade aproximada de 72 anos, que utiliza óculos e possui estatura aproximada de 1,76m" e diz que, após o delito, o suspeito "deixou o local conduzindo um veículo Jeep Compass Longitude D". O supervisor do supermercado também descreveu a placa do carro. Ao consultar o registro, a polícia constatou que o veículo pertencia a Appio. Após o juiz ser apontado como suspeito do furto, a Polícia Civil passou o caso para o TRF, uma vez que apenas o órgão pode investigar magistrados de primeiro grau. Afastamento da Lava Jato Justiça Federal do Paraná - 13ª Vara Federal de Curitiba Divulgação/Justiça Federal do Paraná Em fevereiro de 2023, Appio assumiu a 13ª Vara Federal de Curitiba, berço da Operação Lava Jato, substituindo o ex-juiz Sergio Moro. Porém, cerca de dois meses depois, o juiz foi afastado após uma representação do desembargador federal Marcelo Malucelli, que afirmou que o filho dele, João Eduardo Barreto Malucelli, recebeu uma ligação telefônica com "ameaças" feitas por Appio. João Eduardo Barreto Malucelli é sócio de Moro. O pai dele, Marcelo Malucelli, se declarou suspeito para analisar casos que envolvem a Lava Jato em abril daquele ano. ENTENDA: Por que Eduardo Appio foi afastado da 13ª Vara Federal de Curitiba? De acordo com o Conselho do TRF-4, há indícios de que Appio tenha feito o telefonema para o filho de Marcelo Malucelli. Em janeiro de 2024, o CNJ arquivou o processo disciplinar instaurado contra Appio por este episódio, dois meses após o magistrado firmar um acordo no qual admite que teve conduta imprópria – sem detalhar qual foi a conduta. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

27 de agosto de 2026 às 20:58
Polícia analisa câmeras de segurança para investigar morte de família em Curitiba A Polícia Civil investiga o contexto da penhora de um imóvel em que vivia a família encontrada morta dentro de um apartamento em Curitiba. O objetivo, segundo o delegado Ivo Viana, é esclarecer se eventuais dificuldades financeiras podem ter motivado o crime. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp Na tarde de terça-feira (25), a médica Claudia Hitomi Shimada Furuyama, o filho dela, o estudante de engenharia Rafael Furuyama, e o marido dela, o engenheiro Marcos Alberto Furuyama, foram encontrados mortos dentro do apartamento no bairro Água Verde. Conhecidos da mulher notaram que ela faltou ao trabalho e foram ao condomínio. Além disso, moradores do prédio estranharam o sumiço dos vizinhos, que moravam em um apartamento do 9º andar. Eles também se preocuparam com o latido incessante do cachorro da família. Após tentativas de comunicação sem resposta, o síndico contratou um chaveiro para acessar o imóvel. Dentro do apartamento, encontrou os corpos dos três. Segundo o delegado, o imóvel em que a família morava foi objeto de penhora, foi levado a leilão e arrematado no início de agosto. Depois disso, um oficial de Justiça intimou Marcos para que houvesse a desocupação do imóvel dentro de um prazo estabelecido. Até o momento, as investigações apontam que Claudia e o filho não tinham conhecimento da situação. "Pelo que a gente já levantou, a gente acredita que ela não sabia da alienação desse imóvel. Ela tinha conhecimento do processo, que é antigo, data de 2014, e envolve uma empresa que era do Marcos, mas que agora resultou na alienação desse veículo imóvel", afirma Viana. Claudia Hitomi Shimada Furuyama (mãe), Rafael Furuyama (filho) e Marcos Alberto Furuyama (pai). Redes sociais LEIA TAMBÉM: Investigação: Ossadas enterradas são de primas que estavam desaparecidas, confirma polícia Veja os melhores horários: Eclipse lunar parcial será visível no Paraná Tráfico internacional de pessoa: Pais são presos suspeitos de vender bebê de 5 meses por R$ 15 mil e entregá-lo no Paraguai Polícia analisa imagens de câmeras de segurança Conforme o delegado Ivo Viana, o último contato da família identificado pela polícia até o momento ocorreu no fim da tarde de domingo (23), por meio de uma troca de mensagens do número de Claudia com uma amiga. "A amiga mencionou para nós que teria ido lá levar uma encomenda, mas não teria subido no imóvel. [A encomenda] foi entregue na portaria", detalhou. O delegado informou que solicitou imagens de câmeras de segurança para mapear a movimentação da família nos dias anteriores à descoberta dos corpos. A última aparição de um dos integrantes da família nas imagens foi após a troca de mensagens, quando o filho Rafael foi até a portaria para buscar a encomenda. As imagens não foram disponibilizadas pela polícia. "A possibilidade de uma quarta pessoa [envolvida no crime] se torna ainda mais remota, praticamente excluída, limitando o acontecimento às pessoas que estavam dentro do apartamento, que são as três pessoas que foram encontradas mortas", detalha. Segundo a polícia, o apartamento estava trancado e não havia sinais aparentes de arrombamento. Vítimas tinham ferimentos de facadas Segundo a Polícia Civil, os três foram encontrados com ferimentos de facadas. Próximo ao corpo do pai, a Polícia Militar (PM-PR) encontrou uma faca. "Os três tinham ferimentos no corpo compatíveis com arma branca, que foram recolhidas, inclusive duas armas brancas: uma faca e um canivete, que tinham alguns vestígios de sangue. Agora, a gente vai submeter à análise de perícia para ver de quem é o sangue que está nessas armas", disse o delegado. A Polícia Militar registrou o caso inicialmente como possível duplo homicídio seguido de suicídio. A Polícia Civil investigará para determinar a dinâmica do crime. Moradores estranham sumiço de vizinhos e latidos de cachorro, entram em apartamento e encontram pai, mãe e filho mortos em Curitiba RPC VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.