José Luiz Felício Filho, presidente da Voepass, empresa aérea de Ribeirão Preto (SP) — Foto: Divulgação/Voepass
Por g1
Em depoimento à Polícia Federal, o proprietário e presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, admitiu ter conhecimento de uma “cultura de omissão” no registro de falhas técnicas dentro da companhia aérea, investigada após a queda do voo 2283, em Vinhedo (SP), com a morte de 62 pessoas, em 2024.
O empresário revelou aos investigadores que diretores da própria Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já haviam feito alertas pessoais a ele, ao longo dos anos, sobre esse padrão de conduta dos pilotos, que evitavam formalizar problemas nos diários de bordo para não reter as aeronaves em solo.
“[Felício] admitiu ter ciência da cultura de omissão de reportes de panes, revelando inclusive que diretores da Anac o alertaram pessoalmente sobre esse padrão de conduta dos pilotos ao longo dos anos”, registrou o relatório da PF, ao término das investigações.





