Foto: Edson de Oliveira e RPC
Por g1
Os eventos climáticos extremos têm aumentado no Sul do Brasil na medida em que o El Niño se intensifica. Ele foi confirmado pela NOAA — a organização norte-americana que monitora o fenômeno — no começo de junho e, desde então, a Defesa Civil do Paraná registrou mais de 450 ocorrências de diversos estragos relacionados a fenômenos meteorológicos.
A maior parte deles foram fortes vendavais e queda de granizo, mas o estado também teve chuvas intensas e 9 tornados classificados. Considerando apenas as ocorrências registradas pela Defesa Civil, mais de 153,3 mil moradores foram afetados com danos de alguma forma e seis pessoas morreram em decorrência dos temporais.
Tudo isso aconteceu em um período de quatro meses, de junho a setembro, e a tendência é que, com o agravamento do El Niño, o que está previsto para este mês de outubro, mais eventos possam ocorrer.
O levantamento da Defesa Civil aponta que, historicamente, outubro é o mês que mais registra eventos extremos no Paraná. Aliado a isso, o fato de que o último relatório da NOAA aponta que o El Niño já chegou à intensidade “muito forte” coloca o estado ainda sob mais alerta.
“Os dados trazem isso. A previsão tem se confirmado, desde a questão da elevação da temperatura lá no oceano Pacífico equatorial, que traz a confirmação desse El Niño, e mesmo a questão nossa, no Sul do país, onde a primavera já traz esse cenário. E ele vai ser potencializado em função do El Niño”, explica o coordenador executivo da Defesa Civil do Paraná, cel. Ivan Ricardo Fernandes.
Os dados do órgão apontam que o número de ocorrências registradas no estado foi de 48 em junho para 42 em julho, e saltou para 139 em agosto e 223 em setembro, mês que marcou o início da primavera. As previsões já apontavam uma intensificação dos temporais durante a estação — e ela só acaba no final de dezembro, quando começa o verão.





