Foto: Getty Images/Banco Master via BBC
Por g1
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que abriu uma apuração sobre possível interferência produção do relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero.
O relatório foi feito a pedido do ministro André Mendonça, também do STF.
“Informo a Vossa Excelência que, na forma do despacho que encaminho, determinei a instauração de Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial, resultado será, em tempo adequado, noticiado à Corte”, escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também é citado no relatório.
A PGR afirma que a PF terá que esclarecer, por exemplo, “quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo”.
🔎 A medida faz parte do chamado controle de externo da polícia, que é uma atribuição do Ministério Público Federal e foi tomada na esteira do pedido de esclarecimentos feito pelo presidente do STF, Edson Fachin, sobre a produção do material.
A procuradoria alegou que não foi comunicada sobre a determinação de Mendonça.
“No trâmite analisado, não foi dado espaço à manifestação da Pocuradoria-Geral da República. Ao revés, a decisão proferida nos autos da Petição n. 15.556/DF foi ocultada do Ministério Público, que foi assim impedido de realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação”, afirmou.
Gonet respondeu a uma determinação de Fachin para fornecer informações sobre o caso, que era relatado por Mendonça, e agora está sob o comando do presidente do STF.





