Vereador Tico Kuzma (PSD) — Foto: Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara de Curitiba
Por g1
O presidente da Câmara de Vereadores de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), foi alvo de uma operação na manhã desta segunda-feira (29) em uma investigação que apura a suspeita de venda de cargos e “rachadinha”.
🔍 “Rachadinha” é um termo popular para o esquema ilegal no qual um político exige a devolução de parte ou da totalidade dos salários de seus assessores e funcionários comissionados.
A operação foi deflagrada pelo Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ao todo, 13 mandados foram expedidos. O Gaeco não informou a identidade de todos os alvos da operação, nomeada “Prática Corrente”.
Conforme o Gaeco, durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados. Também foram apreendidos R$ 37 mil em dinheiro em espécie.
Vereadores da base têm direito à indicação de nomes para ocupar cargos públicos na prefeitura, o que é o caso de Kuzma.
As investigações, que começaram há cerca de um ano, apontaram que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes para a ocupação desses cargos. Além disso, conforme o Gaeco, o vereador teria cobrado uma contrapartida de parte do salário desses servidores.
Ainda não se sabe quantos cargos ele tinha à disposição para fazer essas indicações, nem por quantos ele teria cobrado.
Durante a sessão desta segunda (29), Tico fez um pronunciamento e se defendeu. Ele suspendeu a sessão pouco após falar sobre o assunto, mas retomou os trabalhos em seguida.
Em nota, o vereador afirmou que ainda não tem “conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida”.
“Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação.”





