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Sente nostalgia com certa frequência? Entenda como a ciência explica o apego ao passado

Sente nostalgia com certa frequência? Entenda como a ciência explica o apego ao passado

24 de agosto de 2026
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nostalgia — Foto: Magnific

Por O globo

Na moda, cresce a busca por peças de brechó dos anos 1990. No cinema, a continuação de O Diabo Veste Prada, sucesso em 2006. Nas redes sociais, surgem cada vez mais páginas focadas em evocar nostalgia, como o perfil “A menina dos anos 2000”. Não é só a estética, o passado, com seus sabores, cheiros e pessoas, traz segurança e conforto.

O aumento desse tipo de conteúdo não é sem razão, segundo a psiquiatra Laiana Quagliato, doutora em saúde mental e professora adjunta na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

— Isso é possível porque o cérebro constrói conexões emocionais a partir da cultura. Isso se torna cada vez mais difundido pelas redes, mas é projetado pelas indústrias, que se beneficiam financeiramente quando compramos ou consumimos itens porque remetem ao passado. A nostalgia, em si, é lucrativa, porque é uma das emoções mais engajantes que existem, ela ativa os circuitos de recompensa do cérebro, que regulam a sensação de prazer — analisa.

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