G127 de junho de 2026 às 20:35
Foragido por matar casal no Paraná em disputa interna de grupo neonazista é preso na Itália
Bernardo Pedroso e Renata Ferreira
Reprodução/RPC
João Guilherme Correa, condenado por matar a tiros, em 2009, o casal Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, foi preso na manhã deste sábado (27), próximo à cidade de Milão, na Itália.
O crime pelo qual Correa foi condenado foi na cidade de Quatro Barras, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). As mortes foram motivadas pela disputa do comando de um grupo neonazista que simpatizava com os ideais de Adolf Hitler, ditador que liderou o genocídio de seis milhões de judeus durante o Holocausto, entre 1941 e 1945.
À época, Bernardo tinha 24 anos, e Renata, 21. O crime, conforme a investigação, foi após uma festa que tinha como tema os 120 anos de nascimento de Hitler. Relembre o crime abaixo.
João Guilherme foi condenado a 35 anos e dois meses de prisão. Ele, porém, fugiu dias antes do julgamento, que aconteceu sem a presença do réu.
O g1 entrou em contato com a defesa dele, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Dois são condenados por matar casal em festa neonazista
O crime
De acordo com a denúncia do MP-PR, o crime aconteceu após o casal sair do evento, que foi realizado em uma chácara em Campina Grande do Sul, também na Região Metropolitana de Curitiba. Eles foram acompanhados por um dos denunciados. Durante o trajeto, outro carro, conduzido por outro envolvido, interceptou o carro das vítimas no acostamento, em Quatro Barras.
A investigação diz que dois suspeitos desceram encapuzados do segundo carro, armados com pistolas, e efetuaram disparos contra o casal, que morreu no local.
Ricardo Barollo, apontado como o mandante do crime, chegou a ser preso na época, bem como os outros envolvidos, Jairo Maciel Fisher e João Guilherme. Antes dos julgamentos, todos foram soltos por decisões da Justiça.
Em março de 2025, Jairo Maciel foi condenado a 32 anos e três meses de prisão. João Guilherme foi condenado a 35 anos e dois meses de prisão. No mesmo julgamento, os réus Rodrigo Motta e Rosana Almeida Oliveira foram absolvidos.
O economista Ricardo Barollo foi julgado meses depois, em maio do mesmo ano, e foi condenado a 48 anos e 9 meses. O mandado de prisão foi cumprido logo após o julgamento.
Acusados matar casal
Reprodução/RPC
O que a lei brasileira diz sobre apologia ao nazismo
A apologia ao nazismo com símbolos, emblemas ou propaganda do regime é crime inafiançável e imprescritível no Brasil, com pena de reclusão e multa. Conforme a legislação, caracteriza crime:
Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de um a três anos e multa – ou reclusão de dois a cinco anos e multa se o crime foi cometido em publicações ou meios de comunicação social.
Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.
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